terça-feira, 26 de abril de 2011

Domingo de Páscoa: a Ressurreição de Cristo

 É o aniversário do triunfo de Cristo. É a feliz conclusão do drama da Paixão e a alegria imensa depois da dor. E uma dor e alegria que se fundem pois se referem na história ao acontecimento mais importante da humanidade: a redenção e libertação do pecado da humanidade pelo Filho de Deus.
São Paulo nos diz : "Aquele que ressuscitou Jesus Cristo devolverá a vida a nossos corpos mortais". Não se pode compreender nem explicar a grandeza da Páscoa cristã sem evocar a Páscoa Judaica, que Israel festejava, e que os judeus ainda festejam, como festejaram os hebreus há três mil anos. O próprio Cristo celebrou a Páscoa todos os anos durante a sua vida terrena, segundo o ritual em vigor entre o povo de Deus, até o último ano de sua vida, em cuja Páscoa aconteceu na ceia e na istituição da Eucaristia.
Cristo, ao celebrar a Páscoa na Ceia, deu à comemoração tradicional da libertação do povo judeu um sentido novo e muito mais amplo. Não é um povo, uma nação isolada que Ele liberta, mas o mundo inteiro, a quem prepara para o Reino dos Céus. A Páscoa cristã - cheia de profunda simbologia - celebra a proteção que Cristo não cessou nem cessará de dispensar à Igreja até que Ele abra as portas da Jerusalém celestial. A festa da Páscoa é, antes de tudo, a representação do acontecimento chave da humanidade, a Ressurreição de Jesus depois de sua morte consentida por Ele para o resgate e a reabilitação do homem caído. Este acontecimento é um dado histórico inegável. Além de que todos os evangelistas fizeram referência. São Paulo confirma como o historiador que se apoia, não somente em provas, mas em testemunhos.
Páscoa é vitória, é o homem chamado a sua maior dignidade. Como não se alegrar pela vitória d'Aquele que tão injustamente foi condenado à paixão mais terrível e à morte de cruz?, pela vitória d'Aquele que anteriormente foi flagelado, esbofeteado, cuspido, com tanta desumana crueldade.
Este é o dia da esperança universal, o dia em que em torno ao ressuscitado, unem-se e se associam todos os sofrimentos humanos, as desolusões, as humilhações, as cruzes, a dignidade humana violada, a vida humana respeitada.
A Ressurreição nos revela a nossa vocação cristã e nossa missão: aproximá-la a todos os homens. O homem não pode perder jamais a esperança na vitória do bem sobre o mal. Creio na Ressurreição?, a proclamo?; creio em minha vocação e missão cristã, a vivo?; creio na ressurreição futura? , é alento para esta vida?, são perguntas que devem ser feitas.
A mensagem redentora da Páscoa não é outra coisa que a purificação total do homem, a libertação de seus egoísmos, de sua sensualidade, de seus complexos, purificação que, ainda que implique em uma fase de limpeza e saneamento interior, contudo se realiza de maneira positiva com dons de plenitude, com a iluminação do Espírito, a vitalização do ser por uma vida nova, que transborda alegria e paz - soma de todos os bens messiânicos-, em uma palavra, a presença do Senhor ressuscitado. São Paulo o expressou com incontida emoção neste texto: " Se ressuscitastes com Cristo, então vos manifestareis gloriosos com Ele".
Vejam as fotos da Missa de Páscoa em nossa Igreja Matriz de São Sebastião:








Celebração da Vigília Pascal

"Segundo uma antiqüíssima tradição, esta é a noite de vigília em honra do Senhor (Ex 12, 42). Os fiéis, tal como recomenda o evangelho (Lc 12, 35-36), devem asemelhar-se aos criados, que com as lâmpadas acesas nas mãos, esperam o retorno do seu senhor, para que quando este chegue os encontre velando e os convide a sentar à sua mesa" (Missal Romano, pg 275).
Esta Noite Pascal tem, como toda celebração litúrgica duas partes centrais:
- A Palavra: Nesta celebração as leituras são mais numerosas (nove, ao invés das duas ou três habituais).
- O Sacramento: Esta noite, depois do caminho quaresmal e do catecumenato, celebra-se, antes da Eucaristia, os sacramentos da iniciação cristã: o Batismo e a Crisma.
Assim, os dois momentos centrais se revestem de um acento especial: se proclama na Palavra a salvação que Deus oferece à humanidade, atingindo o ápice com o anúncio da ressurreição do Senhor.
E logo celebra-se sacramentalmente esta mesma salvação, com os sacramentos do Bastismo, da Crisma e da Eucaristia. A tudo isso também antecede um especial rito de entrada constando do rito da luz, que brilha em meio à noite, e o pregão Pascal, lírico e solene.
Em nossa paróquia a Solene Celebração da Vigília Pascal teve início às 20:00h e foi presidida pelo Padre Antonio Inácio (Vigário Geral da Diocese de Nazaré). Foi uma celebração belíssima, pois tudo ocorreu na mais perfeita organização litúrgica. Todo o povo de Deus presente entoava os Salmos que foram cantados com muito entusiasmo e alegria, foi um verdadeiro júbilo por causa da ressurreição de Jesus, o nosso Deus.
Vejam as fotos deste lindo momento:  















sexta-feira, 22 de abril de 2011

Celebração da Paixão e Morte do Senhor

A tarde de Sexta-feira Santa apresenta o drama imenso da morte de Cristo no Calvário. A cruz erguida sobre o mundo segue de pé como sinal de salvação e de esperança. Com a Paixão de Jesus segundo o Evangelho de João comtemplamos o mistério do Crucificado, com o coração do discípulo Amado, da Mãe, do soldado que lhe traspassou o lado.
São João, teólogo e cronista da paixão nos leva a comtemplar o mistério da cruz de Cristo como uma solene liturgia. Tudo é digno, solene, simbólico em sua narração: cada palavra, cada gesto. A densidade de seu Evangelho agora se faz mais eloqüente. E os títulos de Jesus compõem uma formosa Cristologia. Jesus é Rei. O diz o título da cruz, e o patíbulo é o trono onde ele reina. É a uma só vez, sacerdote e templo, com a túnica sem costura com que os soldados tiram a sorte. É novo Adão junto à Mãe, nova Eva, Filho de Maria e Esposo da Igreja. É o sedento de Deus, o executor do testamento da Escritura. O Doador do Espírito. É o Cordeiro imaculado e imolado, o que não lhe romperam os ossos. É o Exaltado na cruz que tudo o atrai a si, quando os homens voltam a ele o olhar.
A Mãe estava ali, junto à Cruz. Não chegou de repente no Gólgota, desde que o discípulo amado a recordou em Caná, sem ter seguido passo a passo, com seu coração de Mãe no caminho de Jesus. E agora está ali como mãe e discípula que seguiu em tudo a sorte de seu Filho, sinal de contradição como Ele, totalmente ao seu lado. Mas solene e majestosa como uma Mãe, a mãe de todos, a nova Eva, a mãe dos filhos dispersos que ela reúne junto à cruz de seu Filho.
Maternidade do coração, que infla com a espada de dor que a fecunda. A palavra de seu Filho que prolonga sua maternidade até os confins infinitos de todos os homens. Mãe dos discípulos, dos irmãos de seu Filho. A maternidade de Maria tem o mesmo alcance da redenção de Jesus. Maria comtempla e vive o mistério com a majestade de uma Esposa, ainda que com a imensa dor de uma Mãe. São João a glorifica com a lembrança dessa maternidade. Último testamento de Jesus. Última dádiva. Segurança de uma presença materna em nossa vida, na de todos. Porque Maria é fiel à palavra: Eis aí o teu filho. O soldado que traspassou o lado de Cristo no lado do coração, não se deu conta que cumpria uma profecia realizava um últmo, estupendo gesto litúrgico. Do coração de Cristo brota sangue e água. O sangue da redenção, a água da salvação. O sangue é sinal daquele maior amor, a vida entregue por nós, a água é sinal do Espírito, a própria vida de Jesus que agora, como em uma nova criação derrama sobre nós.
Esta celebração foi presidida pelo Vigário Geral de nossa Diocese de Nazaré, o Padre Antonio Inácio. Muitas pessoas participaram desta celebração e da procissão, onde os homens conduziram o esquife com a imagem do Senhor Morto e as mulheres o andor com a imagem de Nossa Senhora das Dores.
Vejam as fotos:









 

Missa da Santa Ceia do Senhor e do Lava Pés

É a missa em que se celebra última ceia de Jesus com seus apóstolos e também quando Ele institui a Santa Eucaristia. No início da noite da primeira Quinta-feira Santa, Jesus quis comer a ceia pascal com seus discípulos; deu também, como Mestre, um exemplo belíssimo de humildade lavando-lhes os pés. Foi durante esta refeição que nosso Salvador instituiu seu próprio memorial, a sagrada Eucaristia!
O evangelista João relata o último discurso de Jesus em que Ele diz: “Desejei ardentemente comer esta refeição pascal convosco”. Nesse dizer de nosso Senhor há uma profunda alegria. Entre os judeus, a ceia da Páscoa era sempre esperada como uma hora de grande alegria, pois eles relembravam a saída do povo judeu do Egito, lugar de escravidão e morte. A Páscoa instituída por Moisés era celebrada todos os anos como a festa máxima do calendário religioso judaico. Páscoa judaica, que quer dizer “passagem” era, e é ainda hoje, a celebração da libertação do povo da escravidão do Egito para a liberdade na terra prometida onde corre leite e mel. Cristo aproveita-se da festa da Páscoa para se oferecer ao Pai como Vitima perfeita, o Cordeiro, aquele que tira o pecado do mundo. Ele transforma a Páscoa judaica, não apenas na libertação de um povo do jugo da escravidão, mas liberta a humanidade de uma escravidão maior, mais profunda, que a afasta do Pai e causa a verdadeira morte. Ele nos liberta da escravidão do pecado que traz a morte eterna.
O Evangelho desta missa (Jo 13,1-15) nos relata o lava-pés dos discípulos. Este Evangelho nos mostra o tema do amor fraterno, intimamente ligado à Eucaristia, pois ela é o “sacramento do amor”. Celebrar o sacrifício da missa é nos comprometer com o amor e o serviço aos irmãos. É seguir a doutrina de amor que Cristo nos ensinou. O gesto de Jesus ao lavar os pés dos discípulos, os espantou. O Mestre lavando os nossos pés? Como pode ser isso? Mas Jesus realiza com este gesto uma lição de amor e de serviço: “Eu não vim ao mundo para ser servido, mas para servir! Vendo o espanto dos discípulos, nosso Senhor diz: “Dei-vos o exemplo para que, como eu vos fiz, também vós o façais”. Nesta missa, evocando este gesto de Jesus, doze pessoas são escolhidas para representar os apóstolos. São colocadas à vista de todos no presbitério e o presidente da celebração, usando um avental, pega uma toalha, derrama água e lava os pés de cada um dos representantes dos apóstolos. Depois os enxuga. Durante esta cerimônia o grupo de canto entoa alguns cantos tradicionais que evocam o momento em que o Mestre lava os pés de seus apóstolos.  Ao final desta missa somos convidados a continuar em adoração a Jesus Eucarístico por um determinado tempo que, geralmente vai até a meia-noite. É o que chamamos de vigília eucarística. Ela tem por finalidade evocar a própria vigília de Cristo no jardim do Getsêmani, onde Jesus foi tomado de grande tristeza diante do sofrimento que passaria: “Ó Pai se for possível afaste de mim este cálice, mas que não se faça a minha vontade e sim a tua”. Lembremos aqui as palavras de Jesus que convida os três discípulos a vigiar e orar com Ele... Quando volta, encontra os três dormindo... Como?... “Não fostes capazes de vigiar comigo por uma hora!” (Mt 26, 38.40).
Em nossa Igreja Matriz de São Sebastião esta solenidade foi presidida pelo Vigário Geral da nossa Diocese de Nazaré, o Padre Antonio Inácio, onde o mesmo,  lava os pés de 12 jovens que representavam os 12 discípulos de Jesus. Foi uma belíssima celebração, onde todos os fiéis com muito entusiasmo glorificam ao Deus Todo Poderoso com cantos e louvores.
Vejam as fotos desta solene liturgia: