sexta-feira, 22 de abril de 2011

Missa da Santa Ceia do Senhor e do Lava Pés

É a missa em que se celebra última ceia de Jesus com seus apóstolos e também quando Ele institui a Santa Eucaristia. No início da noite da primeira Quinta-feira Santa, Jesus quis comer a ceia pascal com seus discípulos; deu também, como Mestre, um exemplo belíssimo de humildade lavando-lhes os pés. Foi durante esta refeição que nosso Salvador instituiu seu próprio memorial, a sagrada Eucaristia!
O evangelista João relata o último discurso de Jesus em que Ele diz: “Desejei ardentemente comer esta refeição pascal convosco”. Nesse dizer de nosso Senhor há uma profunda alegria. Entre os judeus, a ceia da Páscoa era sempre esperada como uma hora de grande alegria, pois eles relembravam a saída do povo judeu do Egito, lugar de escravidão e morte. A Páscoa instituída por Moisés era celebrada todos os anos como a festa máxima do calendário religioso judaico. Páscoa judaica, que quer dizer “passagem” era, e é ainda hoje, a celebração da libertação do povo da escravidão do Egito para a liberdade na terra prometida onde corre leite e mel. Cristo aproveita-se da festa da Páscoa para se oferecer ao Pai como Vitima perfeita, o Cordeiro, aquele que tira o pecado do mundo. Ele transforma a Páscoa judaica, não apenas na libertação de um povo do jugo da escravidão, mas liberta a humanidade de uma escravidão maior, mais profunda, que a afasta do Pai e causa a verdadeira morte. Ele nos liberta da escravidão do pecado que traz a morte eterna.
O Evangelho desta missa (Jo 13,1-15) nos relata o lava-pés dos discípulos. Este Evangelho nos mostra o tema do amor fraterno, intimamente ligado à Eucaristia, pois ela é o “sacramento do amor”. Celebrar o sacrifício da missa é nos comprometer com o amor e o serviço aos irmãos. É seguir a doutrina de amor que Cristo nos ensinou. O gesto de Jesus ao lavar os pés dos discípulos, os espantou. O Mestre lavando os nossos pés? Como pode ser isso? Mas Jesus realiza com este gesto uma lição de amor e de serviço: “Eu não vim ao mundo para ser servido, mas para servir! Vendo o espanto dos discípulos, nosso Senhor diz: “Dei-vos o exemplo para que, como eu vos fiz, também vós o façais”. Nesta missa, evocando este gesto de Jesus, doze pessoas são escolhidas para representar os apóstolos. São colocadas à vista de todos no presbitério e o presidente da celebração, usando um avental, pega uma toalha, derrama água e lava os pés de cada um dos representantes dos apóstolos. Depois os enxuga. Durante esta cerimônia o grupo de canto entoa alguns cantos tradicionais que evocam o momento em que o Mestre lava os pés de seus apóstolos.  Ao final desta missa somos convidados a continuar em adoração a Jesus Eucarístico por um determinado tempo que, geralmente vai até a meia-noite. É o que chamamos de vigília eucarística. Ela tem por finalidade evocar a própria vigília de Cristo no jardim do Getsêmani, onde Jesus foi tomado de grande tristeza diante do sofrimento que passaria: “Ó Pai se for possível afaste de mim este cálice, mas que não se faça a minha vontade e sim a tua”. Lembremos aqui as palavras de Jesus que convida os três discípulos a vigiar e orar com Ele... Quando volta, encontra os três dormindo... Como?... “Não fostes capazes de vigiar comigo por uma hora!” (Mt 26, 38.40).
Em nossa Igreja Matriz de São Sebastião esta solenidade foi presidida pelo Vigário Geral da nossa Diocese de Nazaré, o Padre Antonio Inácio, onde o mesmo,  lava os pés de 12 jovens que representavam os 12 discípulos de Jesus. Foi uma belíssima celebração, onde todos os fiéis com muito entusiasmo glorificam ao Deus Todo Poderoso com cantos e louvores.
Vejam as fotos desta solene liturgia:
































Quarta-feira Santa - Procissão do Encontro

Na quarta-feira Santa, à noite, existe uma tradição muito antiga e comovente que se faz na maior parte das cidades do interior do Brasil. É a procissão do encontro entre Nossa Senhora das Dores e o Bom Senhor Jesus dos Passos. As Mulheres fazem uma procissão carregando a imagem de Nossa Senhora das Dores, com cantos penitenciais, com as figuras bíblicas das “mulheres piedosas”: Verônica, que teria enxugado o rosto ensangüentado de Jesus numa toalha, na qual ficou estampada a sua face; Maria Madalena e outras mulheres que acompanharam a caminhada de Jesus para o Calvário.
Outra procissão é feita só pelos homens, que carregam a imagem do Senhor dos Passos, figura de Jesus Cristo coroado de espinhos, ensangüentado, escarrado e carregando uma cruz às costas. Em determinado local se dá o encontro. Um pregador faz a dramatização da cena, recordando o que aconteceu na Sexta-feira Santa. Faz um apelo à conversão, recorrendo à dramaticidade da dor de Nossa Senhora e das Dores e sofrimentos de Jesus. o sermão tem o costume de ser mais exortativo. 
Em nossa comunidade paroquial esta procissão foi realizada pelas ruas de nossa cidade, onde muitos fiéis participaram. No momento em que as imagens se encontraram todos os presentes cantaram o Pranto de Nossa Senhora das Dores, logo após cantar o Pranto, as imagens foram conduzidas para o interior da Igreja Matriz. A celebração da Santa Missa foi realizada pelo irmão e amigo, o Padre Tadeu (Residente na Paróquia de São Vicente Férrer). 
Vajam as fotos:














segunda-feira, 18 de abril de 2011

Domingos de Ramos

O Domingo de Ramos abre por excelência a Semana Santa. Relembramos e celebramos a entrada triunfal de Jesus Cristo em Jerusalém, poucos dias antes de sofrer a Paixão, Morte e Ressurreição. Este domingo é chamado assim porque o povo cortou ramos de árvores, ramagens e folhas de palmeiras para cobrir o chão onde Jesus passava montado num jumento. Com folhas de palmeiras nas mãos, o povo o aclamava “Rei dos Judeus”, “Hosana ao Filho de Davi”, “Salve o Messias”... E assim, Jesus entra triunfante em Jerusalém despertando nos sacerdotes e mestres da lei muita inveja, desconfiança, medo de perder o poder. Começa então uma trama para condenar Jesus à morte e morte de cruz.
O povo o aclama cheio de alegria e esperança, pois Jesus como o profeta de Nazaré da Galiléia, o Messias, o Libertador, certamente para eles, iria libertá-los da escravidão política e econômica  imposta cruelmente pelos romanos naquela época e, religiosa que massacrava a todos com rigores excessivos e absurdos.
 Mas, essa mesma multidão, poucos dias depois, manipulada pelas autoridades religiosas, o acusaria de impostor, de blasfemador, de falso messias. E incitada pelos sacerdotes e mestres da lei, exigiria de Pôncio Pilatos, governador romano da província, que o condenasse à morte.  
Por isso, na celebração do Domingo de Ramos, proclamamos dois evangelhos: o primeiro, que narra a entrada festiva de Jesus em Jerusalém fortemente aclamado pelo povo; depois o Evangelho da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, onde são relatados os acontecimentos do julgamento de Cristo. Julgamento injusto com testemunhas compradas e com o firme propósito de condená-lo à morte. Antes porém, da sua condenação, Jesus passa por humilhações, cusparadas, bofetadas, é chicoteado impiedosamente por chicotes romanos que produziam no supliciado, profundos cortes com grande perda de sangue. Só depois de tudo isso que, com palavras é impossível descrever o que Jesus passou por amor a nós, é que Ele foi condenado à morte, pregado numa cruz.
O Domingo de Ramos pode ser chamado também de “Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor”, nele, a liturgia nos relembra e nos convida a celebrar esses acontecimentos da vida de Jesus que se entregou ao Pai como Vítima Perfeita e sem mancha para nos salvar da escravidão do pecado e da morte. Crer nos acontecimentos da Paixão, Morte e Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo, é crer no mistério central da nossa fé, é crer na vida que vence a morte, é vencer o mal, é também ressuscitar com Cristo e, com Ele Vivo e Vitorioso viver eternamente. É proclamar, como nos diz São Paulo: ‘“Jesus Cristo é o Senhor”, para a glória de Deus Pai’ (Fl 2, 11).  
Em nossa paróquia a procissão de Ramos, saiu da Capela São João Batista (Cohab) dirigindo-se até a nossa Igreja Matriz, onde foi celebrada a Santa Missa pelo Vigário Geral de nossa Diocese, o Padre Antonio Inácio. Muitas pessoas participaram desta tão solene celebração e de maneira muito singela louvaram ao nosso Deus com seus ramos, exclamando que Jesus é o Rei da nossa vida.
A PJ (Pastoral da Juventude) ficou como responsável pela organização da Prcissão de Ramos, levaram faixas, cartazes, plantas para fazerem uma demonstração do tema vivido pela Campanha da fraternidade deste ano.
Vejamos as fotos desta celebração:














sexta-feira, 15 de abril de 2011

Nós Precisamos do Espírito Santo

É justo que Deus tenha o que é d'Ele. Justiça é dar a cada um o que lhe cabe: o que lhe é próprio. Você é do Senhor. É justo que você se entregue a Ele e viva inteiramente para Ele e viva para os interesses d'Ele. E o interesse d'Ele são almas: muitas almas.  Infelizmente, as pessoas investem a vida em busca de lucro; vivem em função do dinheiro. Investem no consumo daquilo que provoca morte: tanto a morte para esta vida, como a morte eterna. Nós precisamos do Espírito Santo para ter a coragem de investir a vida não nos bens passageiros e ilusórios, mas na conquista dos bens eternos. A Palavra de Deus é clara: quem investe a vida no Reino d'Ele e na justiça d'Ele receberá já neste mundo o cêntuplo e no futuro a vida eterna.

Nossa meta é o Céu!

Deus o abençoe!

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

quinta-feira, 7 de abril de 2011

O Papa Bento XVI e a Confissão

Ao constatar "a crise do sacramento da reconciliação", o Papa convidou os bispos da Suíça, em visita “ad limina apostolorum”, "a relançar em vossas dioceses uma pastoral penitencial que estimule a confissão individual". O Santo Padre disse: "Pedi a vossos sacerdotes que sejam confessores assíduos, oferecendo generosamente aos fiéis horários apropriados para a Confissão pessoal; estimulai-os para que eles mesmos se aproximem com frequência deste sacramento". E "Exortai os fiéis a aproximar-se regularmente do sacramento da Penitência, que permite descobrir o dom da misericórdia de Deus e que leva a ser misericordioso com os outros, como Ele".
A confissão "ajuda a formar a consciência, a lutar contra as más inclinações, a deixar-se curar por Cristo, a progredir na vida do Espírito".

No dia 7 de novembro de 2006 o Sumo Pontífice falou da confissão comunitária e pediu aos sacerdotes para observar rigorosamente as normas da Igreja sobre o sacramento da Penitência, em particular as que afetam a absolvição coletiva.
E convidou os sacerdotes “a observar rigorosamente as normas da Igreja sobre a absolvição coletiva” [confissão comunitária], “que exigem situações verdadeiramente excepcionais para recorrer a esta forma extraordinária do sacramento da Penitência”.
Estas normas, recordou, são apresentadas pelo «Motu proprio» «Misericordia Dei», publicado por João Paulo II em 7 de abril de 2002. Segundo este documento, a “absolvição geral” ou “coletiva” tem um “caráter de excepcionalidade” e não se pode enviar com caráter geral, a não ser que se deem duas condições.

Quando pode ser feita a confissão comunitária, por meio da qual o sacerdote dá a absolvição a todos sem ouvir o pecado de cada um individualmente? Somente em casos muito especiais a Igreja permite isso; e não deve haver abuso sobre isso.

O Catecismo da Igreja Católica ensina que:
"Em casos de necessidade grave, pode-se recorrer à celebração comunitária da reconciliação com Confissão e absolvição gerais. Esta necessidade grave pode apresentar-se quando há um perigo iminente de morte sem que o ou os sacerdotes tenham tempo suficiente para ouvir a confissão de cada penitente. A necessidade grave pode também se apresentar quando, tendo-se em vista o número dos penitentes, não havendo confessores suficientes para ouvir devidamente as confissões individuais num tempo razoável, de modo que os penitentes, sem culpa de sua parte, se veriam privados durante muito tempo da graça sacramental ou da sagrada Eucaristia. Nesse caso os fiéis devem ter, para a validade da absolvição, o propósito de confessar individualmente seus pecados no devido tempo" (CDC, cân. 962,1).

Cabe ao bispo diocesano julgar se os requisitos para a absolvição geral existem (CDC, cân. 961). Um grande número de fiéis, por ocasião das grandes festas ou de peregrinação, não constitui caso de tal necessidade grave (CDC, cân. 961,1). (§1483)
Portanto, a confissão comunitária só deve ser realizada em casos extraordinários, e assim mesmo, os que receberam esta absolvição ficam obrigados a uma confissão auricular (com o sacerdote) tão logo seja possível. O Vaticano tem chamado a atenção para os abusos que tem se realizado sobre isso.
Especialmente no tempo da Quaresma, quando o povo mais se aproxima da confissão (sacramento da reconciliação), não se pode usar a confissão comunitária por simples comodidade; “para se ganhar tempo”; seria uma violação às normas da Igreja e desrespeito ao sacramento.

Professor Felipe Aquino (Comunidade Canção Nova).

sábado, 2 de abril de 2011

Purificai as Nossas Casas

"O povo de Deus tomou posse da terra que Ele lhe havia dado e foram convocados por Josué para uma decisão: 'Agora, pois, temei o Senhor e servi-o de coração íntegro e sincero. Lançai fora os deuses a quem vossos pais serviram do outro lado do rio e no Egito e servi aí o Senhor' (Jos 24, 14). Os judeus tinham trazido muita coisa do tempo da escravidão, como objetos e crenças dos povos pagãos que encontraram pelo caminho. Com isso colocaram sua confiança nos deuses, ídolos e objetos.

A verdade é que Deus cuida de nós. Infelizmente, somos imediatistas e queremos as coisas agora e do nosso jeito. O demônio sempre se mascara de acordo com os tempos e sempre se presta a nos servir se passando de bonzinho. O maligno diz que Deus não resolve o nosso caso e que ele, sim, nos dá as coisas do jeito que queremos. Neste mundo ele domina a área, impera nos ambientes sujos e "quebra nosso galho", faz as coisas do jeito que nós queremos e desejamos. Isso porque ele é príncipe deste mundo, onde o centro sou 'eu', é o que 'eu quero'.

Hoje o Senhor nos diz, em Josué 24,23, que devemos: 'Tirai do meio de vós os deuses estranhos e inclinai os vossos corações para o Senhor, Deus de Israel'. A sua casa não vai ser sanada para que você possa servir ao Senhor e fazê-Lo ser o centro da sua vida se ela estiver cheia de 'vírus'. Deus faz o tratamento e dá a solução; ao passo que o inimigo do Senhor nos dá um 'remedinho'.  Do fundo de seu coração renuncie ao mal e tire todas as coisas impuras de seu ambiente. É necessário acabar com tudo isso sem medo!"